
Formação “Arte, Deficiência e Gestão cultural” (2026)
Parceria Acesso Cultura
Em Portugal, especial atenção tem sido dada nos últimos anos ao acesso das pessoas com deficiência à oferta cultural. Com a implementação de serviços como a interpretação em Língua Gestual Portuguesa (LGP), a audiodescrição (AD) ou as sessões descontraídas (SD), vários (mais ainda poucos) espaços culturais e artistas procuram criar condições de acesso para que pessoas com necessidades específicas, assim como os seus familiares e amigos, possam juntos usufruir da oferta. Um outro aspecto, com menor expressão ainda em Portugal, é aquele que procura incluir as pessoas com deficiência nas equipas dos espaços culturais ou programá-las como artistas. Estas questões estão interligadas: ter acesso a um espaço cultural e à sua oferta, conhecer, usufruir e talvez considerar uma carreira nessa área.
É, ainda, necessário compreendermos que a acessibilidade e a inclusão não são da responsabilidade de uma pessoa na equipa. Mesmo que exista alguém (e é desejável que exista) para coordenar estas questões, sobretudo em grandes e médias organizações culturais, qualquer membro da equipa tem um contributo a dar na criação de uma ambiente acessível e inclusivo.
São estes os diversos aspectos do trabalho de uma organização cultural que procuraremos abordar. Quando a inclusão e a diversidade são vistas de uma forma mais holística, surgem múltiplas e diversas oportunidades criativas.
Joana Reais é uma artista portuguesa multifacetada, cuja obra cruza música, investigação e activismo social.
É reconhecida, não só pela sua voz e sensibilidade artística, como também pelo seu compromisso com a inclusão social e cultural através da arte. Com experiência em interpretação, criação, curadoria e formação, actua como mediadora e prelectora, sendo frequentemente convidada a participar em conferências, workshops e concertos em Portugal e no Brasil, tendo já colaborado com artistas como Maria João e Mário Laginha, Sheila Jordan ou Ney Matogrosso (na área da música), Dave Toole, Henrique Amoedo ou Ana Rita Barata (na área da dança inclusiva).
Colabora regularmente com entidades como as APPACDMs (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental), a Associação Salvador, a Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e a Associação Acesso Cultura, da qual integra a direcção, realizando projectos de expressão artística, de capacitação e de consultoria em acessibilidades, promovendo empatia, pertença e mudança.
