A Paz Perpétua (2020/2021)

A PAZ PERPÉTUA
77ª Produção

O Teatro Estúdio Fontenova preparava-se no dia 13 de Janeiro para estrear (pela segunda vez) “A Paz Perpétua”, de Juan Mayorga, já que a primeira tentativa, o ano passado, foi suspensa devido ao Covid-19. Infelizmente, o mesmo aconteceu este ano. Esperemos que a culpa disto tudo seja mesmo do Covid, e não d’”A Paz Perpétua”

Enquanto a estreia não acontece, propomos conversas online para discutir tópicos relacionados com o texto. Pedimos à equipa de “A Paz Perpétua” a escolher um tema que a obra aborde, convidando em cada sessão um especialista a aprofundar o mesmo, criando assim um cruzamento disciplinar do teatro com outras áreas. Iremos abordar temas tão variados e actuais como: “Conflito Externo e Interno”; “Competitividade e Cooperação”; “Violência e Não Violência”; “O Teatro e a Geografia da Paz”; ou, “Autoritarismo e Agenda Securitária em Nome da Democracia”, “Ética e Estética”, “Soft Power e Hard Power”.

Em breve, calendário e programa completo!

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Hannah Arendt defendia na “Banalidade do Mal” que, em resultado da massificação da sociedade, se criou uma multidão incapaz de fazer julgamentos morais, razão porque aceitam e cumprem ordens sem questionar.A “Paz Perpétua” de Mayorga traz-nos novamente a essa realidade de Arendt, onde a Paz se constrói na falta de moralidade. Referindo-se o próprio título da obra de Mayorga ao ensaio filosófico de Kant que reflete a eterna questão “será que os fins justificam todos os meios?”, deixa-nos a premissa de uma reflexão demasiado actual onde é que as medidas de segurança acabam onde é que começa o terrorismo? O autor espanhol presenteia-nos uma metáfora à ameaça terrorista global através de uma piada, três cães a competir por um lugar num corpo de elite de combate antiterrorista. Com o humor, por vezes negro, mas de um requinte de quem explora mais a suas dúvidas do que certezas, o autor ao dar às suas personagens a forma de animais, pode explorar ideias e conceitos que de tão brutais seriam inconcebíveis sair da boca um ser humano, o que permite alargar a fronteira catártica desta sua metáfora.

Texto: Juan Mayorga | Encenação: José Maria Dias | Tradução: Luísa Monteiro | Interpretação: Carlos Pereira, Fábio Nóbrega Vaz, Graziela Dias, Patrícia Paixão, Sara Túbio Costa | Apoio à Fisicalidade: Ricardo Gaete | Coreografia Cenas de Luta: Carlos Pereira e Eduardo Dias | Cenografia: José Manuel Castanheira | Figurinos: Lucilia Telmo | Sonoplastia: Emídio Buchinho |Temas: “Beyond”, “Game Over, “Corrupt By Design”, “Violence Machine” e “Unto the Frost” | Imagem e Design de Comunicação: Flávia Rodrigues Piątkiewicz | Fotografia, Vídeo e Operação Técnica: Leonardo Silva | Produção Executiva e Comunicação: Graziela Dias e Patrícia Paixão

Estrutura Financiada por: República Portuguesa – Direção-Geral das Artes e Município de Setúbal

Teatro Estúdio Fontenova