As Mãos de Abraão Zacut (2000; 2003)

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A encenação de “As Mãos de Abraão Zacut” tem como objectivo principal tentar que ninguém, depois de assistir à sua representação, fique indiferente aos seus problemas e se deixe paralisar pelo medo.

Para que, quando for preciso actuar, estejamos mais conscientes, Não julgando que só acontece aos outros e deixando que se engrosse a injustiça sem que se actue contra ela, só reagindo, muitas vezes tarde demais.

Nesta peça, os judeus e os seus perseguidores não passam dum pretexto para se falar de perseguidos e perseguidores, injustiças e injustiçados.

O holocausto nazi só foi possível porque todos se retiraram das suas posições políticas , uns por medo, outros por indiferença e, por último, seguramente a maioria, pelo comodismo de alinhar pela ordem instituída, sem sequer a questionar.

A estas atitudes que se verificaram nefastas para a humanidade, temos que contrapor o nosso alerta, dando a nossa contribuição para que não volte este ou qualquer outro tipo de despotismo baseado em ideias racistas e xenófobas.

Tentamos que a interactividade posta nesta abordagem, contribua para uma melhor sensibilização do público, conseguindo, desta forma alcançar o nosso objectivo.

Podemos resumir todo o nosso alerta, citando o autor, nas palavras de David Levi:

“…enquanto o corpo ouve o que a boca canta, não ouve a morte que canta na boca!”

José Maria Dias