cartaz último SEM DATAS

Ah! Minha Dinamene! (2018)



Sobre mulheres, aquelas que não podiam fugir às inevitabilidades da sobrevivência, abandonadas e obrigadas a escolher entre a fé e a prostituição. Com texto original de LUÍSA MONTEIRO a partir de investigação histórica de JOSÉ LUÍS NETO e das Cartas de Perdão do séc. XV apresentadas a D. João II pelas centenas de mulheres condenadas ao exílio.

O texto (e espectáculo) é dividido em três actos. O segundo acto, tem a singularidade da narrativa ser deixada em aberto. Esta será escrita, e possivelmente encenada, por um autor/encenador do local onde o espectáculo ocorrer, com interpretação de uma actriz também local, envolvendo a comunidade, a história e gentes de onde estiver em cena.

Lisboa – Texto e encenação de Ricardo Cabaça, com interpretação da actriz Cirila Bossuet, dando voz às mulheres angolanas presas e torturadas pela Inquisição, acusadas de feitiçaria e blasfémia.
Esteve em cena dias 31 de Janeiro, 1 e 2 de Fevereiro de 2019 na Escola de Mulheres.

Albufeira – No primeiro bilhete de namoro, José enviou a Clara sete pétalas brancas de rosa: “Vamos casar e ter sete filhos”, dizia. E assim foi. Nascida em Paderne, filha de um Tenente, sempre acompanhou José nas obras em prol da Vila de Messines, terra para onde foram morar: a escola, o forno, as feiras. Ele fazia poemas desde o Seminário e por ter desistido da Igreja por causa de Clara, ganhou o epíteto de Remechido. Mas D. Miguel manda-o combater nomeando-o Capitão, porém os homens traem-no e é fuzilado em Faro pelos Liberais, apesar do indulto da Rainha. Clara é levada a um troco e chicoteada até ficar exangue e deixada na rua com os filhos à sua vota… Há muito que a procuravam pela serra, onde na companhia dos lobos e da fome, Clara buscava por José. A luta de Clara nunca é contada no episódio das guerrilhas que marcaram a época Liberal, tido como o mais sanguinário de todo o sempre em terras do Algarve.

Classificação Etária
M/ 12

Duração
55 minutos – sem intervalo

 


Texto: Luísa Monteiro | Encenação: José Maria Dias | Texto e Encenação (Acto II – Lisboa): Ricardo Cabaça | Texto (Acto II – Albufeira): Sérgio Brito | Encenação (Acto II – Albufeira): Luísa Monteiro | Composição Musical: Jorge Salgueiro | Interpretação: Graziela Dias, Carina Sobrinho, Patrícia Paixão, Rafaela Bidarra (Acto II – Setúbal), Cirila Bossuet (Acto II – Lisboa) | Violoncelista: Marco Madeira | Coro: Carolina Ferreira, Eduardo Dias, Patrícia Paixão | Espaço Cénico e Desenho de Luz: José Maria Dias | Figurinos: Zé Nova | Fotografia: Leonardo Silva |  Design gráfico: Fernando Carvalho | Vídeo: Leonardo Silva e Hugo Andrade | Operação Técnica: Leonardo Silva e Eduardo Dias | Assistência Técnica: Cosmin Nicolae | Execução de Figurinos: Gertrudes Félix | Frente Casa: Carina Sobrinho e Micaela Castanheira | Produção executiva: Patrícia Paixão | Estrutura Financiada por: República Portuguesa – Cultura / DGARTES – Direcção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Setúbal | Apoio Financeiro: Fundação Buehler- Brockhaus | Agradecimentos: Setpão Lda., MCS, ABC do Estudo/Moita e Livraria Universo.